Grupo de Acompanhamento Crítico - Laboratório de Delírios
sáb., 23 de ago.
|Brasília
Com Catu, Daniel Lopes, Thaina Lima (Coletivo Trinca Traça). Um espaço-tempo de imersão criativa, através de um conjunto de atividades que estimulam a produção artística a partir de diferentes linguagens e metodologias.


Horário e local
23 de ago. de 2025, 16:00 – 29 de nov. de 2025, 19:00
Brasília, Altiplano Leste, Rua 7 - CH 21 Cs 6 - Paranoá, Brasília - DF, 71681-991, Brasil
Sobre o evento
Vilarejo 21 apresenta:
3º Grupo de Acompanhamento Crítico do V21, Laboratório de Delírios com Coletivo Trinca Traça
Local: Vilarejo 21, Altiplano Leste
Data: Agosto de 2025 a novembro de 2025
Exposição: no Vilarejo 21 em Fevereiro de 2026
Vagas limitadas
Resumo
O 3º Grupo de Acompanhamento Crítico do Vilarejo 21 é apresentado pelo Coletivo Trinca Traça (Catu, Daniel Lopes e Thaina Lima) e propõe encontros quinzenais voltados à escuta sensível, ao jogo simbólico e à experimentação artística.
Intitulado Laboratório de Delírios, o programa é uma imersão em processos de criação que buscam desconstruir padrões e inventar poéticas. Voltado a artistas visuais, escritores, performers e curiosos das artes, o grupo parte de disparadores poéticos para conduzir práticas interdisciplinares. Ao final, os participantes apresentam suas produções em uma exposição coletiva no Vilarejo 21.
O programa abrange:
8 encontros presenciais com o coletivo Trinca Traça - Encontros com 3h de duração, voltados a exercícios práticos, partilhas e reflexões sobre o fazer artístico contemporâneo. A proposta valoriza o acaso, o erro, a escuta e a fabulação como motores da criação.
Encontros com convidados - Os artistas Léo Tavares e Luciana Paiva conduzirão encontros provocadores, com foco em linguagem, corpo, imagem e deslocamento poético.
Lanchinho afetivo - Em todos os encontros, os participantes serão recebidos com um lanche cuidadosamente preparado, entendendo o alimentar como parte do processo criativo.
Montagem coletiva e exposição final - Cada artista desenvolverá obras e uma “caixa mágica”, um dispositivo poético onde vão reunir fragmentos produzidos ao longo do processo. As caixas e demais criações serão compartilhadas em uma exposição coletiva no Vilarejo 21, com curadoria dos facilitadores.
Encontros, Datas e Horários:
Encontros quinzenais aos sábados, das 16h às 19h
Encontros principais:
23/08 – Laboratório de Delírios – Apresentações; arte e acaso
06/09 – Arte e inconsciente; genealogia artística
19/09 – Léo Tavares: Eu e meu trabalho – Conversa e atividade com artista convidado (encontro realizado excepcionalmente na sexta-feira à noite devido à agenda do convidado)
04/10 – Isso não é uma aula de semiótica; livro de autor
18/10 – Luciana Paiva – Conversa e atividade com artista convidada
01/11 – Patuá, ou a aceitação e ressignificação dos erros
15/11 – Desenho automático; portfólio e texto de artista
29/11 – Encerramento dos encontros – Propostas para a exposição e outras magias
Exposição final no Vilarejo 21
07/02/2026 – Encontro curatorial
21 a 24/02/2026 – Montagem da exposição
28/02/2026 – Vernissagem
28/02 a 28/03/2026 – Período de visitação
Viabilização
O Laboratório de Delírios é aberto a artistas, escritores, performers e entusiastas das artes, com ou sem formação acadêmica.
Valor de participação: 6x467 ou R$ 2.800 à vista
2 vagas sociais. Seleção mediante envio de portfólio e carta de intenção para: oitrincatrasssa@gmail.com até 15/08.
***Devido ao número limitado de vagas, não faremos reserva ou devolução do valor para participantes inscritos.
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Sobre o Coletivo Trinca Traça
O Coletivo Trinca Traça surgiu de um entrecruzamento do processo criativo de três artistas neurodivergentes, interessados na pesquisa por formas não ortodoxas de significação e seu potencial onde tem efeito real, no campo da imaginação e das artes. Astrologia, Tarô, Alquimia – relegados como pseudociências – são acolhidos como recursos estéticos e poéticos, associados ao jogo, à fabulação e ao humor. O Laboratório de Delírios é uma primeira proposição em direção a esta poética coletiva em construção.
Daniel Lopes
Daniel Lopes viveu a maior parte da sua vida em Taguatinga, próximo às furnas onde as torres de energia elétrica se erguem sobre a terra vermelha do cerrado. Ainda criança descobriu a estante de livros do pai e se perguntava como Dante foi ao inferno e voltou, como o homem foi à lua e voltou, e como o homem do atlas de anatomia conseguia ficar em pé sem a pele. Cresceu rabiscando qualquer pedaço de papel que via pela frente e devorando quadrinhos, até começar a fazer seus próprios. Em seus interesses de pesquisa procura unir temas como figuração humana, imageria oculta, o orgânico e o artificial, o informe e o estranho. Se descobriu professor dando suas primeiras oficinas de zines e auto publicação, quando também passou a se aprofundar em métodos em desenho e processos de criação. Atualmente atua como professor voluntário de desenho na Universidade de Brasília, onde também está cursando o 2º semestre do mestrado em Educação em Artes Visuais. Coordena o grupo de Estudos com Modelo Vivo na UnB, e conduz sessões mensais de modelo vivo no Estúdio Vespa. É parte integrante do coletivo Trinca Traça, ao lado de Catu e Thaina Lima.
Paula Catu
Catu acredita que entre suas maiores qualidades está sua habilidade semi-olímpica de desatar nós e seu espírito não-conformista. Enquanto artista visual, enxerga sua produção como um processo conduzido pela linha e a trama, seja ela têxtil ou filosófica. E assim, se encontra imersa em um processo artístico que parece andar na contramão das demandas e velocidade do mundo, sendo portanto, confrontada diariamente por um embate relacionado ao tempo e seu próprio ritmo, enquanto mulher e artista. Sua produção se materializa por meio de técnicas lentas, teimosas, mas cheias de ensinamentos. E assim, entende que numa dança sem regras pré-estabelecidas e em movimento de embate entre o material, si mesma e o processo, aprende sobre tudo que a cerca, uma vez que a linha pode, ao ser traçada, tudo separar, menos a vida e a arte.
Thaina Lima
Thaina é artista visual, ceramista, bióloga e pesquisadora das encruzilhadas entre arte, corpo e pensamento mágico. Atua com práticas têxteis, desenho, escrita e observação sensível da natureza e do cotidiano. Sua pesquisa atravessa temas como invisibilidade, dor, deficiência oculta, aceitação da morte e os delírios possíveis como formas de resistência e invenção de mundos. Na sua prática, o fazer manual se cruza com processos lentos, silenciosos e meditativos, nos quais o tempo se dobra e o gesto vira linguagem. Suas obras propõem aproximações entre ciência, espiritualidade e arte, tensionando fronteiras entre razão e imaginação, entre o íntimo e o político. Atualmente, integra o coletivo Trinca Traça, com quem desenvolve o Laboratório de Delírios, um espaço de experimentação em arte contemporânea que propõe encontros entre práticas artísticas, crítica sensível e escuta coletiva.
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Convidados
Léo Tavares
Léo Tavares é artista visual, escritor e professor. Nascido no pampa, vive no cerrado. Doutor em Artes Visuais pela Universidade de Brasília – PPGAV/UNB. Pesquisa as relações entre arte e literatura. Participou de exposições coletivas no Brasil e no exterior, e realizou quatro mostras individuais. Publicou os livros Os doentes em torno da Caixa de Mesmer (Modelo de Nuvem, 2014, vencedor do Prêmio Contista Estreante, da FestiPOA Literária), Ruibarbo do deserto (Patuá, 2019), O Congresso da Melancolia (Urutau, 2021, finalista dos prêmios Minuano e AGES) e Situações (LTG Press, 2023).
Luciana Paiva
Luciana Paiva é artista, participa de exposições regulares desde 2004 atuando também como professora e na organização e curadoria de eventos em arte. Bacharel em Artes Visuais, mestre em Poéticas Contemporâneas e doutora em Métodos e Processos em Arte pela Universidade de Brasília (PPGAV/UnB) com a tese: “Frente-verso-vasto: por uma topografia da página” (2018). É co-fundadora e uma das artistas-gestoras do Pé Vermelho Espaço Contemporâneo em Planaltina –DF, inaugurado em 2017. Em 2011 cursou o Programa Aprofundamento da Escola de Artes Visuais do
Parque Lage no Rio de Janeiro e participou do Rumos de Artes Visuais 2011-2013. Em 2019, foi uma das artistas selecionadas para o 29o Programa de Exposições do Centro Cultural São Paulo apresentando a exposição individual Cidade Partida. Em
2022, realizou a exposição individual Ar-reverso no Espaço Cultural Renato Russo em Brasília. Seu trabalho artístico lida com a visualidade e materialidade do texto, a ilegibilidade e a estrutura da linguagem. Faz uso de procedimentos construtivos e desconstrutivos para reconfigurar elementos da paisagem urbana, da arquitetura e dos códigos da escrita.
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Sobre o Vilarejo 21
O Vilarejo 21 é um espaço independente de arte, criatividade & cultura, localizado em uma chácara no Altiplano Leste, em Brasília, inaugurado em 2022. Acolhemos um público diverso, interessado em sair da rotina, criar e fruir arte. Com o interesse e objetivo de fomentar a produção artistica do Distrito Federal, atuamos nas áreas de pesquisas, projetos, residências, produções e exposições de artes visuais; arte educação, oficinas de criação, gravura, design e publicações.
** Devido ao número limitado de vagas não faremos reserva ou devolução do valor para participantes inscritos, ao efetuar a inscrição você estará concordando com o Termo de Ciência e Compromisso do projeto.
Inscrições
Inscrição
R$ 2.800,00
+ R$ 70,00 de taxa de serviço de ingresso
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